Devido às muitas razões que permeiam a sociedade, as pessoas são levadas a terem que se locomover de um local para o outro, seja para trabalhar, fazer compras, dentre uma diversidade de afazeres comuns a grande parte dos cidadãos.
O que há em comum em todos estes casos está no fato de que uma distância deve ser percorrida. E então surgem os diferentes meios de transportes, os quais costumam ser por meio de uma moto, carro, ônibus, bicicleta ou a pé.
Neste momento, impulsionados pela ausência de transporte público e pela influência da grande maioria, muitos optam por comprar uma moto enquanto pensam que ela é a escolha mais vantajosa em comparação com os carros.
No entanto, esta máquina, mesmo que possua uma acessibilidade maior, apresenta algumas desvantagens ao ser comparada com uma bicicleta. Aqui então será analisada a seguinte questão: moto ou bicicleta, qual vale mais a pena?
Análise financeira
Primeiramente, para sabermos qual vale mais a pena, se é uma moto ou uma bicicleta, uma série de análises devem ser feitas, a começar pelos preços. Uma bike de qualidade costuma ter um valor abaixo dos R$ 5.000, enquanto as motos mais baratas possuem um valor médio de R$ 9.000.
Inclusive, os gastos não terminam na compra, já que, enquanto uma exigirá apenas manutenções baratas, com a motorizada será necessário, junto com as manutenções periódicas, gastar com o combustível.
Em termos de comparação, segundo um estudo feito pela fabricante Honda, uma pop gasta R$ 0,20 por quilômetro rodado. Já a bike, de acordo com estudos, gasta R$ 0,08 por quilômetro rodado, uma diferença de 60% mais barata.
Também há o gasto adicional com o emplacamento da motocicleta, junto com o IPVA, um imposto cobrado anualmente, o qual faz parte de um conjunto de normas para permitir o uso do veículo.
Caso esse tributo não seja pago, além de multa, o dono perderá pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e terá o veículo apreendido se for pego em uma fiscalização.
Análise burocrática
Em termos jurídicos a bike continua na vantagem pois não é necessário ser maior de idade nem ter carteira de motorista para conduzi-la.
Ou seja, a pessoa poderia trafegar pelas ruas sem ter a sua documentação pedida; um bom meio de transporte para os menores de idade irem para a escola, diferente das motorizadas, mesmo que tenham sido emprestadas pelos responsáveis.
Saúde
Outro diferencial está na saúde. A moto, por se tratar de uma máquina onde o esforço físico não é muito importante para o seu uso, a pessoa acaba não se exercitando e ficando mais sujeita ao sedentarismo. Em contrapartida, a bicicleta está diretamente relacionada com o esforço corporal.
Nesse caso, o tempo que seria gasto apenas na locomoção é aproveitado também para melhorar o condicionamento físico da pessoa.
Isso ajuda a prevenir uma série de doenças, desde hipertensão, doenças cardíacas e diabetes até insônia e depressão, com a capacidade de reduzir a ansiedade e amenizar o estresse. Entretanto, a maioria dos benefícios da pedalada só podem ser observados após percorrer 30 minutos de trajeto.
Meio ambiente
As motocicletas, mesmo que sejam um dos veículos com motores a combustão que menos poluem, as suas emissões ainda são bem maiores do que as da sua concorrente, tanto durante a produção, quanto no decorrer do uso.
Isso por exigir mais recursos para ser fabricada e por precisar de combustíveis fósseis para funcionar. O resultado final: gases poluentes contaminando o ar e levando a um aumento nos casos de doenças pulmonares, além de elevar a temperatura com a intensificação do efeito estufa.
Conclusão
Até este momento da leitura em que era discutido qual vale mais a pena, já foi possível perceber as vantagens em escolher uma bicicleta.
Todavia, dois pontos são importantes de serem analisados quando se estiver fazendo esta escolha: a frequência com que a pessoa se deslocará e o tamanho do caminho que ela irá percorrer.
Se atentar a estes detalhes é necessário pois pedalar moderadamente traz benefícios, mas fazer isso em excesso pode ser prejudicial. Alguns exemplos dessas consequências são dores pelo corpo, problemas cardíacos e exaustão.
Por isso, o aconselhável é optar por uma bike apenas quando a distância percorrida diariamente não for superar os 100 km.
Caso o trajeto percorrido diariamente se aproxime de 100 km e/ou o percurso precise ser feito rapidamente, então uma moto será melhor para o serviço.
Caso contrário, alguns cuidados devem ser tomados. Iniciantes devem pedalar no máximo entre 10 e 20 km; ciclistas medianos, entre 20 e 50 km e ciclistas especialistas, entre 50 e 100 km, todos com intervalos para descanso e hidratação.
Tomando todos os cuidados e não exigindo demais do corpo, o transporte se transformará em algo mais interessante e útil.





